LIBRETO - parte VI


Musical
"A Sacerdotisa 
na torre em esplendor"

Ato I  -  A Torre do Alquimista
Cena III  -  No império dos sentidos



Foto do livro "Sobre a ribalta, as luzes das estações", de ensaios
fotográficos e poéticos sobre o musical.                                                                                                                                         por Hannah



Há um portal,
um grande portal,
imenso;
reside no grande frontal da pulsação humana, nas fileiras de um raro equilíbrio dos sentidos ...
... sentidos ...
....raros sentidos ....

... equilíbrio ...

... muito raro ...

.... e as Alquimistas adentram o grande império ...
... Sobre seus olhares assustados, o encantamento:
A Sacerdotisa flutua ...
... e flutua entre luzes dos cristais da chuva e o azul infinito da amplidão em tempestade suspensa ...





... declina suas mãos, em posição de "mãos de criação", harmoniza seus gestos de corpo ao corpo de dança das Bailarinas para o balé das celestes imperiais ...

... e uma música mágica avança sobre as sertanias do Império dos Sentidos ...

... e inicia a tomada dos céus ...

 




São os mestres Harmônicos.

Na abrangência das possibilidades da audição humana, enviam acordes e melodias e inspiram vibração no magnífico corpo de dança das bailarinas ...

... feixes ...
... longos feixes ...
... feixes de luzes no bojo poético de um corpo de dança de Alquimistas, a lançar-se no desafio de saciar a perfeição ...

Sapatilhas de ponta e asas em posição ...

 




... E um andar ...
... um andar majestoso em blumas, flores e perfumes denuncia o brilho da presença da Sacerdotisa, a esguiar ritmo no corpo de dança das Alquimistas ...

... Os tambores imperiais, entoados pelas centúrias de Aldeões nos frontais do portal do Panteão da Consciência, intensificam a música em expressões criadoras de frequências a energizar as Alquimistas.

... Há um olhar ...
... um olhar de poder ...
... um olhar imperial ...

... eis a Sacerdotisa, em posição, à frente do corpo de dança das Alquimistas.

... Há um outro olhar ...
... um outro olhar de poder
... um outro olhar imperial ...

... eis o Alquimista da torre, o Senhor do grande Império, em posição ...

 



... e caminha ...

Tambores imperiais entoam timbres de autoridade no caminhar do Alquimista da Torre; no caminhar para o centro da tempestade suspensa.

... e caminha ...
... e caminha ...

Sob seu comando, o império dos sentidos e os céus e suas forças ...

... e caminha ...
... e caminha ...
... majestosamente, caminha para o centro da tempestade onde tem lugar de comando;
... e caminha ...
... e caminha ...

Para.

A postura é assustadoramente imperial.

... e num minúsculo movimento de olhar e face, saúda a Sacerdotisa à frente do corpo de dança de Alquimistas.






Ela o retribui ...

... sem mover a face ...
... sem mover o olhar ...
... imóvel, calma, serena e cuidadosa ...

Ela o retribui ...

Apenas com o silêncio imperial da beleza ao esculpir o esplêndido, a Sacerdotisa o saúda ...

Silenciosamente ... imóvel ...

... E os sons imperiais dos grandes tambores, tomam conta dos céus ...





O Alquimista, sua lenda e suas cavalgadas sobre os ventos traiçoeiros do ego ...

Couraça, sua muralha de empunhadura mais forte a cavalgar os ventos das fundações de seus medos ...

Pisada imperial, sua marca de indescritíveis conquistas, das quais, construiu seu império, expressa-se em suas botas; botas de couraças ...

fortíssimas couraças ...

... esmaecidas na aquarela do tempo ...

... E ao som dos grandes tambores, o magnífico porte do imperador vibra em expressão de autoridade e ritmo.

... Botas de couraça e ego ...
... O ritmo se intensifica ...
... dois passos a frente ...
... botas de couraça e ego em posição.

Em sapatilhas de ponta e asa a Sacerdotisa o observa ...

 




Em seu primeiro movimento de expressão e dança em corpo rítmico, fica claro, para a Sacerdotisa, tratar-se de um mestre ...

A chuva suspensa abre o espaço, no rebate de cada corpo de gota contra o corpo de dança alquimista do Senhor da Torre ...

... Ergue os braços sob a chuva ...
... Os tambores imperiais vibram os céus
... E a Sacerdotisa o observa ...






... Num vigoroso vortex de corpo e ritmo, devolve a água para a chuva suspensa ...

... com perfeitas repetições dessa giratória de cantares entre corpo, luzes e água, intensifica as energias do vortex de sua criação ...

... e as milhares de gotas da chuva suspensa, no entorno do Imperador, apenas as do entorno, não resistem, cedem, flutuam e dançam com ele ...

... E a Sacerdotisa o observa ...





... Numa rítmica ginástica de expressão olímpica da força viril, o Senhor da Torre, assume os pincéis das cores em aquarela da grande dança das celestes imperiais ...

Música ..., corpo ..., ... e dança tomam seu curso ...

... e o discurso impressiona:





Botas de couraça e ego
sob cantares da tempestade
e dançares a ventania ...

... E no frontal do grande portal do Panteão da Consciência, as bailarinas dos ventos, essas ondas sonoras em flautas de música sobre a face, lançam melodias para a ribalta do palco da grande dança ...

... Luzes, luzes e mais luzes sobre a ribalta dos céus ...

... Botas de couraça e ego empoderam-se na expressão do entendimento para essas ondas sonoras ...

Ainda, diante do grande portal, as centúrias de Aldeões e seus gigantescos Tambores Imperiais, transportados sobre bigas de vigas em peroba, translaçados e trançados com fortes cordas em sisal, lançam chamamentos aos trovões para a rítmica da dança ...

Botas de couraça e ego
Sob cantares da tempestade
E dançares as ventanias ...
... Neste palco das celestes imperiais, com o corpo de balé das Alquimistas ainda em posição... 

... o Senhor da torre, olimpicamente, dança ...

... em sapatilhas de ponta e asa a Sacerdotisa o observa ...





... E lança-se no ar, sob a chuva suspensa dos céus, como um deus pan com braços sob asas, na interpretação dos vôos da linha da vida ...

... Em cena magnífica,
o mestre da Alquimia,
desenha em aquarela sobre tela em tempestade ... 
... uma dança ...
... uma dança com os conhecimentos da precisão Alquimista ...

 




... tange as cores com voleios de mãos, nas projeções figuradas das sombras de seus sentimentos, sob as luzes da grande ribalta.

A exposição da expressão autoritária sobre o tablado celeste, denuncia a pisada imperial, com botas de couraça e ego, a lançar cantares e cantares de ordens, para o retorno do movimento dos céus do império dos sentidos ...

... A lançar cantares e cantares de ordem, para o retorno de sua autoridade sobre a tempestade, criada por sua Alquimia.

... Porém, e tão somente, porém ...:

... Os céus, continuam imóveis ...
... parados e parados ...;
... a tempestade, permanece suspensa ...
... completamente suspensa

... O seu poder, ainda, não é suficiente.

... E as caravanas de cristais de chuva, no entorno do mestre da Alquimia, apenas as do entorno, permanecem, como parceiras de dança e poder ...

... muito poder ...;

... água e Alquimia:

... líquido de cristais e conhecimentos ...

numa parceria e cumplicidade de cantares, entregues aos céus dos sentidos, na rítmica ambiciosa da aquisição de mais poder.

... E a Sacerdotisa, num glamour de beleza e sensibilidade, o observa ...






De braços estendidos, corre os dedos na linha do horizonte e cede as mãos para os céus. Na palma dos sentidos, sente os cantares de sua dança invadirem-lhe o peito, com mensagens terrenas da expressão da inteligência do ritmo, canto e dança do raciocínio doutrinado ...

... e doutrinado ...

 




Em botas de couraça e ego, conduz e exibe as emoções dos cantares de suas conquistas sobre escombros de sonhos e desilusões de seus conquistados; exibe e expande sua presença explicada por cantares narcisistas, em sua magnífica presença física nos céus da tempestade suspensa; encanta-se com o próprio corpo e os cristais líquidos a correr por ele ...; e outros tantos cristais de chuva a dançar com o Senhor da Torre numa parceria de beleza esplêndida ...

... Luz, cristais e corpo ...

... Luz, água e pele ...

... Luz, ritmo e dança nos céus ...

... e o grande Alquimista, mais ainda, encanta-se consigo mesmo ...

... E a inspiração doutrinada, maliciosamente, o abraça e conduz ...

... Maliciosamente ...

... inicia movimentos de corpo, a desafiar a perfeição ...

As alquimistas, permanecem em posição ...

... à frente, altiva, entre pétalas e perfumes, a Sacerdotisa o observa ...

 





 Foto do livro "Sobre a ribalta, as luzes das estações", de ensaios
fotográficos e poéticos sobre o musical.                                                                                                                                         por Hannah

Sonho e poesia no TEATRO DOS SENTIDOS

Ato I - Cena I:
Ato I - Cena II:
Ato I  -  Cena III:
Ensaios Fotográficos:
Aron e o Teatro dos Sentidos nas redes sociais:
https://www.facebook.com/Aron-Hannah-680824802076426/



 Foto do livro "Sobre a ribalta, as luzes das estações", de ensaios
fotográficos e poéticos sobre o musical.                                                                                                                                         por Hannah


Nenhum comentário:

Postar um comentário